 |
|
|
Uma texto f...da
Nesta semana, tive a curiosidade de ler o blog da Bruna Surfistinha. E, por sorte, ou azar, ela estava narrando um passeio com o seu namorado, em comemoração ao seu aniversário e um ano de aposentadoria da prostituição. Nada mais justo, comemorar a aposentadoria da zona dando umazinha...
Bem, mas considerações baixas a parte, fiquei com uma pulga atrás da orelha, pelo fato dela ter feito amor três vezes em três dias. Tudo bem, você deve me perguntar por que eu ficaria assustado, se ela já é acostumada a fazer quatro ou cinco por dia. Mas o susto não é por conta das relações, mas da forma como ela chamou: “amorzinho”.
Sim, isso mesmo meu caro leitor, Bruna Surfistinha chama “f..da” de “amorzinho”. Em um trecho do texto ela é bem clara “fizemos amorzinho”. Pelo amor de Deus, nem uma amiga minha carola, que aos 26 anos perdeu a virgindade (oficialmente), chama sexo de “amorzinho”. Amorzinho é coisa de 50 anos atrás. Amor, tudo bem. Mas amor no diminutivo... Logo para quem estava acostumada com f...da. É f...da!
Outra curiosidade do texto da Bruna Surfistinha é a utilização do f..da com “ph”. Nunca vi isso na minha vida. Confesso que achei charmoso ver f..da, com “ph”: ficou “pho..a”. Tipo pharmácia há cerca de sessenta anos. A f...da ganhou uma outra cara, um outro jeito, ficou lírica, meiga, amorzinho mesmo. Nunca esquecerei a fo...a com “ph”. É, literalmente, ph...da. Interjeição mesmo, como a Surfistinha utilizou.
Fora essas considerações, achei o material da Surfistinha pouco interessante. Diário mesmo. Não sei se porque estava pensando em alguma sacanagem, em alguma putaria, pensando que ela iria narrar os momentos íntimos do seu primeiro ano fora da prostituição (não da putaria, pelo que vejo). Nada disso. Imaginei algo tórrido e agora terei de me contentar com uma simples expressão: “amorzinho”. Sinceramente, achei o texto dela ph...da! Por quê? Resumindo: faltou f...da!!!
Escrito por Wilson Lima às 06h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Tensão pré defesa de monografia...
Sempre quando me disseram que o problema de uma Universidade Federal não seria necessariamente a forma como entrar, mas a saída, nunca levei isso muito a sério. E me arrependo por isso. Esse texto escrevo sob o nervosismo de uma defesa de monografia, a qual demorou quatro semanas para se concebida e mais quatro para ser defendida. Acredito que agora vai. Não sei como, mas espero que vá.
Muitos colegas de universidade dizem que suas monografias foram "paridas", "geradas", "concebidas". A minha não. Tenho o orgulho de dizer que ela foi fruto de uma infecção intestinal. Nada brilhante. Apenas uma feijoada com vatapá de idéias foram suficientes para concretizar o meu trabalho acadêmico.
Ao contrário de muitos amigos, não fiquei noites inteiras escrevendo, lendo, pensando ou executando demais ações no gerúndio que sugerem trabalho. Nada disso. Parti do princípio da malandragem. Recortei alguns anúncios de jornais sobre pessoas que escrevem monografias e mandei até fazer o levantamento orçamentário para saber o quanto a preguiça acadêmica iria me custar. Mas, quando percebi que teria de trabalhar dois meses para pagar somente os custos operacionais dela, pensei melhor e tirei essa idéia da cabeça. E o pior: sem a perspectiva de que o trabalho ficasse realmente a contento. Fazendo as contas, deixei a preguiça de lado e arregacei as mangas. Era mais econômico. Embora, não fosse o que realmente eu queria. Na verdade, seu eu pudesse, faria um movimento contra a monografia. Assim, com jeito político, viés estudantil e concepção de vagabundo. Com direito a faixas e cartazes. Com direito a protestos na rua Grande e praça Deodoro. Se puder, realmente, com direito a comícios nas praça Maria Aragão...
Mas como isso ainda não aconteceu, tive de fazê-la. Trabalho realizado, ou melhor, fruto de uma infecção intestinal concebido, chega a tão temida hora da defesa. Pensei em comprar alguns maços de cigarro, um galho de erva, ou, até, cheirar um tênis até não poder mais. Sabe como é, ficar tranqüilo. Confesso que também pensei em escutar um Cd de Zezé de Camargo e Luciano para amenizar a minha tensão. Mas, pensando bem, vou curtir esse momento e fazer da defesa a maior droga possível. Para uma monografia desse nível, fazer da defesa um droga não é tão ruim assim. Pelo menos dá lucro, dependendo como a gente consegue vendê-la!!!
Escrito por Wilson Lima às 11h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
Depois das eleições, meus comentários...
Terminado o pleito eleitoral das eleições para escolher os candidatos políticos, eis as minhas humildes considerações...
Perdi as eleições! Desde 1998, quando iniciei a minha vida eleitoral, tenho feito sucessivas apostas eleitorais. Todas em vão.
Em 1998, apostei com vários amigos que não iria trabalhar como mesário no bairro onde moro. Doce ilusão. Quatro dias após eu ter tirado o meu título de eleitor, chega uma correspondência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com a seguinte frase:
- Caro Wilson, você tem a oportunidade única de servir ao Brasil como primeiro secretário nas eleições deste ano...
Sem dúvida, era a oportunidade da minha vida! Ganhar R$ 10 por um dia inteiro de trabalho, vendo nomes de todos os eleitores da minha seção eleitoral (procurando os mais esdrúxulos, sem dúvida) e, de quebra, poder visualizar no Boletim de Urna, os resultados parciais para as eleições presidenciais daquele ano. Uma sensação que nunca esquecerei. Jamais!!!
Em 2000, apostei que não iria novamente trabalhar nas eleições. De fato, quase ganhei a aposta. Não trabalhei nas eleições na mesma escola de dois anos antes; fui deslocado para um prédio onde funcionava um órgão público. Pior: fui rebaixado a condição de segundo secretário. Não sei o que o presidente da seção onde eu trabalhei dois anos antes escreveu em seu relatório para o TRE, mas nunca engoli aquilo – ser rebaixado a condição de segundo secretário. Nunca admiti isso e nunca admitirei. Até hoje, tento encontrar esse ordinário. Por um acaso em tenho cara de Fluminense?
Mas enfim, voltando a 2000, fora a síndrome tricolor, passei o dia dentro de uma sala com ar condicionado, biscoitos e maçãs e eleitores. Aquilo é que era vida! Comer, dormir (haviam poucos eleitores na minha seção) e ganhar R$ 10 por um dia de trabalho, mesmo depois da crise cambial de 1999 era tudo o que queria da minha vida. Nunca mais esqueci aquele dia. Que dia foi mesmo? Ah, deixa para lá.
Mais dois anos passaram, e, novamente, passei o dia das eleições com o gosto amargo da frustração. Primeiro, porque não tinha mais direito aos R$ 10 do TRE. Não sei por qual motivo, e, sinceramente não quero saber, eles me dispensaram do serviço como mesário. Talvez um novo rebaixamento, quem sabe (não quero especular). Mas, de qualquer forma, tive uma nova frustração.
Não havia fila na minha seção eleitoral e a máquina, que tanto eu torci para quebrar momentos antes de eu ir votar, funcionou perfeitamente. Naquelas eleições, eu estava indeciso e, diante disso, preferia votar na minha tia, no meu tio, no meu avô... Melhor, no Felipão! Sim, Felipão tinha acabado de ganhar a Copa do Mundo, ele merecia o meu voto. Infelizmente, a urna eletrônica tirou essa graça das eleições. Lembro que o vovô e o FDP disputavam voto a voto com Enéias, ou, sem dúvida nenhuma, disputariam com Heloísa Helena ou Marcos Silva, caso as cédulas ainda fossem utilizadas.
Em relação a 2004 e 2006, prefiro não comentar. A frustração foi a mesma de 2002 e, espero que ainda, pelo menos uma vez na vida, tenha a oportunidade de votar no vovô ou no técnico da seleção brasileira. Realmente, vale a reflexão. A urna eletrônica tirou essa graça das eleições. Achava mais democrático. O eleitor votava em quem quiser, independentemente da posição ideológica partidária. Com isso, vários candidatos, dependendo de sua popularidade espontânea, poderiam ser candidatar mais tarde. Não sei se alguém levava em consideração a quantidade de votos espontâneos, mas deveria ser um parâmetro interessante!!!
A urna eletrônica tirou essa alegria do voto! Vou fazer um protesto: retornem com as urnas de lona. Abaixo a eletrônica! Os vovôs merecem respeito. Principalmente votos!!! Sem dúvida, voltarei ao assunto urna eletrônica de novo!!!
Escrito por Wilson Lima às 16h35
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|
 |
| [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |