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Volta em péssimo estilo - análise musical de 5ª categoria
Bem... Para retomar os trabalhos desse blog de quinta categoria, vamos fazer a análise da música Cigano, do Djavan. Qual o objetivo disso: mostrar que uma cantada pode ser bem dada e o cidadão ainda pode posar de intelectual. Detalhe, os comentários estão todos entre parênteses.
Cigano - Djavan
- Te querer (o Djavan, não tinha um outro jeito menos impróprio pra começar essa conversa. Isso pareceu agora com: “gata, acho que eu te conheço de algum lugar...”);
- Viver mais pra ser exato (olha só, o cidadão mal começa a dar o xaveco, e já pensa em orgasmos prolongados);
- Te seguir (xi... Esse é daqueles malas que ficam o tempo todo perturbando a mulher no telefone, e-mail, MSN...);
- E poder chegar onde tudo é só meu (que cara egoísta);
- Te encontrar (finalmente conseguiu marcar o esquema com a gata. Foi difícil, a mulher sabe a mala que vem por aí, mas topou. Isso é que importa);
- Dar a cara pro teu beijo (pô, que cidadão apressado, nem chama pra comer uma pizza. Ele ta pensando o que? Que está em uma micareta?);
- Correr atrás de ti feito cigano (puts, é uma micareta);
- Cigano, cigano (sem comentários...);
- Me jogar sem medir (a partir de agora, o nível da música vai cair totalmente. Falam mal do créu, mas, perceba que o nível será mais baixo que o créu. Possa crer, sem trocadilho infame nenhum);
- Viajar (prepare-se);
- Entre pernas e delícias (PQP... Viajar entre pernas e delícias. Querem que eu explique ainda alguma coisa? Acho desnecessário. Imagina, um cara levar uma gata para o motel e declamar: “amor, quero viajar entre suas pernas e delícias...”. É sacanagem pura...);
- Conhecer (olha só a outra parte da sacanagem...);
- Pra notícias dar (sinceramente é muita sacanagem: o cidadão leva a mulher para o motel, faz o serviço e ainda conta pra galera);
- Devassar sua vida (não satisfeito, o cidadão ainda tirou fotos e postou em um blog pornográfico na internet... Filho da mãe!);
- Resistir ao que pode o pensamento (o fuleiro pensou em outras sacanagens, mas, conteve-se: cara, para a primeira vez, chega!);
- Saber chegar no seu melhor momento (mas na segunda, pode até ser);
- Momento, momento (e vai insistir... ô se vai!!!);
- Pra ficar e ficar (e vai insistir mesmo, caramba, que cara mala. Bem que eu disse no início da música);
- Juntos, dentro, horas (agora, isso é mentira deslavada);
- Tudo ali às claras (ainda vai me dizer que foi na rua, perto da Barrigudeira do Monte Castelo. Sinceramente, - agora entendi porque ele fez os vídeos e colocou no portotube);
- Deixar crescer (vai mentir de novo...);
- Até romper (espera);
- A manhã (crescer até romper ‘a manhã’... Olha, se cresce até romper ‘a manhã’, eu que não quero saber o tamanho do piolho chato);
- Como o mar está sereno (só poderia ficar, depois de tanta putaria);
- Olha lá (espera);
- As gaivotas já (espera de novo);
- Vão deixar suas ilhas (depois de tudo isso, o cara vem me falar de gaivotas!!!);
- Veja o Sol (de novo, após tanta putaria, após colocar os vídeos da mulher no pornotube, ainda vai querer levar a mulher para ver o sol. Ta tentando se desculpar é cidadão?);
- É demais esta cidade! (depois dessa devassa sexual, qualquer um elogia a cidade, lógico!);
- A gente vai (espera);
- Ter um dia de calor... (xi... já ta voltando a pensar em sacanagem... Rapaz, uma por dia, durante horas... Vai mentir assim lá longe. Ou seja que essa é uma história de ator pornô? Sei lá...)
Escrito por Wilson Lima às 14h05
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Décadas da vida
Quando você chega aos 25 anos é inevitável a adoção das décadas como referência. Sinceramente isso não me incomoda, mas me fez lembrar que não estou mais caminhando para os 20 e sim para os 30, 40, ou até mesmo para a impotência... A propósito, alguém tem uma receita para evitar esse problema, ou, pelo menos, posterga-lo? Agradeço!!!
- Rapaz, lembra daquele jogo de corrida de Super-Nintendo? - Lembro sim, putz, jogávamos isso em 1996 - Caramba, há 10 anos - É mesmo, há 10 anos?? - Sim, 10 anos... - Então não vamos nem falar das partidas de Atari... - É mesmo... - Rapaz, a propósito, já que estamos falando nisso, ontem estava conversando com Ricardo e ele me falou que participou do primeiro seminário de jovens da comunidade. Sinceramente não acreditei muito, mas... - Primeiro? - Primeiro! E digo mais, na época ele tinha 18 anos. Pelo menos foi isso que ele me disse. - Façamos as contas: o seminário não é anual? - Sim, é anual... - Já estamos em qual edição do seminário? - Acho que é o 15° - Hum, 15°... - E ainda houve cinco anos que o seminário não foi realizado... - Três anos!!! Tá louco? - Sim, quer dizer não, ah... Mas qual o motivo do espanto? - Faz o cálculo? - De quê? - Da idade do Ricardo... - Putz... É mesmo... - A propósito, amanhã é o aniversário dele, não? - Verdade, e o que daremos de presente? - Pensei em um ingresso para o show da Ivete Sangalo.... - Acho melhor um viágra, pode ser mais útil! - É mesmo
Escrito por Wilson Lima às 07h16
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Uma texto f...da
Nesta semana, tive a curiosidade de ler o blog da Bruna Surfistinha. E, por sorte, ou azar, ela estava narrando um passeio com o seu namorado, em comemoração ao seu aniversário e um ano de aposentadoria da prostituição. Nada mais justo, comemorar a aposentadoria da zona dando umazinha...
Bem, mas considerações baixas a parte, fiquei com uma pulga atrás da orelha, pelo fato dela ter feito amor três vezes em três dias. Tudo bem, você deve me perguntar por que eu ficaria assustado, se ela já é acostumada a fazer quatro ou cinco por dia. Mas o susto não é por conta das relações, mas da forma como ela chamou: “amorzinho”.
Sim, isso mesmo meu caro leitor, Bruna Surfistinha chama “f..da” de “amorzinho”. Em um trecho do texto ela é bem clara “fizemos amorzinho”. Pelo amor de Deus, nem uma amiga minha carola, que aos 26 anos perdeu a virgindade (oficialmente), chama sexo de “amorzinho”. Amorzinho é coisa de 50 anos atrás. Amor, tudo bem. Mas amor no diminutivo... Logo para quem estava acostumada com f...da. É f...da!
Outra curiosidade do texto da Bruna Surfistinha é a utilização do f..da com “ph”. Nunca vi isso na minha vida. Confesso que achei charmoso ver f..da, com “ph”: ficou “pho..a”. Tipo pharmácia há cerca de sessenta anos. A f...da ganhou uma outra cara, um outro jeito, ficou lírica, meiga, amorzinho mesmo. Nunca esquecerei a fo...a com “ph”. É, literalmente, ph...da. Interjeição mesmo, como a Surfistinha utilizou.
Fora essas considerações, achei o material da Surfistinha pouco interessante. Diário mesmo. Não sei se porque estava pensando em alguma sacanagem, em alguma putaria, pensando que ela iria narrar os momentos íntimos do seu primeiro ano fora da prostituição (não da putaria, pelo que vejo). Nada disso. Imaginei algo tórrido e agora terei de me contentar com uma simples expressão: “amorzinho”. Sinceramente, achei o texto dela ph...da! Por quê? Resumindo: faltou f...da!!!
Escrito por Wilson Lima às 06h53
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Tensão pré defesa de monografia...
Sempre quando me disseram que o problema de uma Universidade Federal não seria necessariamente a forma como entrar, mas a saída, nunca levei isso muito a sério. E me arrependo por isso. Esse texto escrevo sob o nervosismo de uma defesa de monografia, a qual demorou quatro semanas para se concebida e mais quatro para ser defendida. Acredito que agora vai. Não sei como, mas espero que vá.
Muitos colegas de universidade dizem que suas monografias foram "paridas", "geradas", "concebidas". A minha não. Tenho o orgulho de dizer que ela foi fruto de uma infecção intestinal. Nada brilhante. Apenas uma feijoada com vatapá de idéias foram suficientes para concretizar o meu trabalho acadêmico.
Ao contrário de muitos amigos, não fiquei noites inteiras escrevendo, lendo, pensando ou executando demais ações no gerúndio que sugerem trabalho. Nada disso. Parti do princípio da malandragem. Recortei alguns anúncios de jornais sobre pessoas que escrevem monografias e mandei até fazer o levantamento orçamentário para saber o quanto a preguiça acadêmica iria me custar. Mas, quando percebi que teria de trabalhar dois meses para pagar somente os custos operacionais dela, pensei melhor e tirei essa idéia da cabeça. E o pior: sem a perspectiva de que o trabalho ficasse realmente a contento. Fazendo as contas, deixei a preguiça de lado e arregacei as mangas. Era mais econômico. Embora, não fosse o que realmente eu queria. Na verdade, seu eu pudesse, faria um movimento contra a monografia. Assim, com jeito político, viés estudantil e concepção de vagabundo. Com direito a faixas e cartazes. Com direito a protestos na rua Grande e praça Deodoro. Se puder, realmente, com direito a comícios nas praça Maria Aragão...
Mas como isso ainda não aconteceu, tive de fazê-la. Trabalho realizado, ou melhor, fruto de uma infecção intestinal concebido, chega a tão temida hora da defesa. Pensei em comprar alguns maços de cigarro, um galho de erva, ou, até, cheirar um tênis até não poder mais. Sabe como é, ficar tranqüilo. Confesso que também pensei em escutar um Cd de Zezé de Camargo e Luciano para amenizar a minha tensão. Mas, pensando bem, vou curtir esse momento e fazer da defesa a maior droga possível. Para uma monografia desse nível, fazer da defesa um droga não é tão ruim assim. Pelo menos dá lucro, dependendo como a gente consegue vendê-la!!!
Escrito por Wilson Lima às 11h01
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Depois das eleições, meus comentários...
Terminado o pleito eleitoral das eleições para escolher os candidatos políticos, eis as minhas humildes considerações...
Perdi as eleições! Desde 1998, quando iniciei a minha vida eleitoral, tenho feito sucessivas apostas eleitorais. Todas em vão.
Em 1998, apostei com vários amigos que não iria trabalhar como mesário no bairro onde moro. Doce ilusão. Quatro dias após eu ter tirado o meu título de eleitor, chega uma correspondência do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), com a seguinte frase:
- Caro Wilson, você tem a oportunidade única de servir ao Brasil como primeiro secretário nas eleições deste ano...
Sem dúvida, era a oportunidade da minha vida! Ganhar R$ 10 por um dia inteiro de trabalho, vendo nomes de todos os eleitores da minha seção eleitoral (procurando os mais esdrúxulos, sem dúvida) e, de quebra, poder visualizar no Boletim de Urna, os resultados parciais para as eleições presidenciais daquele ano. Uma sensação que nunca esquecerei. Jamais!!!
Em 2000, apostei que não iria novamente trabalhar nas eleições. De fato, quase ganhei a aposta. Não trabalhei nas eleições na mesma escola de dois anos antes; fui deslocado para um prédio onde funcionava um órgão público. Pior: fui rebaixado a condição de segundo secretário. Não sei o que o presidente da seção onde eu trabalhei dois anos antes escreveu em seu relatório para o TRE, mas nunca engoli aquilo – ser rebaixado a condição de segundo secretário. Nunca admiti isso e nunca admitirei. Até hoje, tento encontrar esse ordinário. Por um acaso em tenho cara de Fluminense?
Mas enfim, voltando a 2000, fora a síndrome tricolor, passei o dia dentro de uma sala com ar condicionado, biscoitos e maçãs e eleitores. Aquilo é que era vida! Comer, dormir (haviam poucos eleitores na minha seção) e ganhar R$ 10 por um dia de trabalho, mesmo depois da crise cambial de 1999 era tudo o que queria da minha vida. Nunca mais esqueci aquele dia. Que dia foi mesmo? Ah, deixa para lá.
Mais dois anos passaram, e, novamente, passei o dia das eleições com o gosto amargo da frustração. Primeiro, porque não tinha mais direito aos R$ 10 do TRE. Não sei por qual motivo, e, sinceramente não quero saber, eles me dispensaram do serviço como mesário. Talvez um novo rebaixamento, quem sabe (não quero especular). Mas, de qualquer forma, tive uma nova frustração.
Não havia fila na minha seção eleitoral e a máquina, que tanto eu torci para quebrar momentos antes de eu ir votar, funcionou perfeitamente. Naquelas eleições, eu estava indeciso e, diante disso, preferia votar na minha tia, no meu tio, no meu avô... Melhor, no Felipão! Sim, Felipão tinha acabado de ganhar a Copa do Mundo, ele merecia o meu voto. Infelizmente, a urna eletrônica tirou essa graça das eleições. Lembro que o vovô e o FDP disputavam voto a voto com Enéias, ou, sem dúvida nenhuma, disputariam com Heloísa Helena ou Marcos Silva, caso as cédulas ainda fossem utilizadas.
Em relação a 2004 e 2006, prefiro não comentar. A frustração foi a mesma de 2002 e, espero que ainda, pelo menos uma vez na vida, tenha a oportunidade de votar no vovô ou no técnico da seleção brasileira. Realmente, vale a reflexão. A urna eletrônica tirou essa graça das eleições. Achava mais democrático. O eleitor votava em quem quiser, independentemente da posição ideológica partidária. Com isso, vários candidatos, dependendo de sua popularidade espontânea, poderiam ser candidatar mais tarde. Não sei se alguém levava em consideração a quantidade de votos espontâneos, mas deveria ser um parâmetro interessante!!!
A urna eletrônica tirou essa alegria do voto! Vou fazer um protesto: retornem com as urnas de lona. Abaixo a eletrônica! Os vovôs merecem respeito. Principalmente votos!!! Sem dúvida, voltarei ao assunto urna eletrônica de novo!!!
Escrito por Wilson Lima às 16h35
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Toda Igreja tem um Mário
Toda igreja, quer seja ela com "I" maiúsculo ou minúsculo, tem um Mário. Aliás, vale o parêntese, um Mário comum! Não aquele Mário do trocadilho infame de duplo sentido que todo mundo usa a partir da primeira série do primário e que já virou piada batida no programa do Casseta e Planeta, tal qual a do seringueiro que vive tirando leite de Hevea Brasileisis M. Arg, da família das Euphorbiaceae – espécie típica da região amazônica brasileira.
Na verdade, o Mário, em tese, deveria ser apenas aquele servente, com funções de sacristão que todos nós estamos acostumados. Mas não é. O Mário é uma figura inóspita, parecida com o Pink do desenho "O Pink e o Cérebro", altruísta e com a ambição insaciável de dominar o mundo.
De fato, o Mário de Igreja é assim. Começa como um simples gnomo. Todo mundo sabe que existe, ninguém vê. Mas ele esta lá. Um ser onipresente e onisciente que, aos poucos, revela-se uma ameaça terrível para todos os fiéis de uma determinada congregação religiosa, inclusive seus líderes, quer sejam pastores, padres, fieis ou qualquer outra denominação a qual não tenho conhecimento neste momento e não arriscaria sob pena de virar alvo de retaliações Bin-Ladeanas.
Ele (o Mário) chega a uma Igreja de forma humilde e simples, limpando os pés dos discípulos, as vidraças da Igreja, as calçadas, os altares, os bancos... O que pode parecer uma servidão franciscana, na verdade, é apenas a primeira etapa de um plano maquiavélico. Neste momento, o Mário está apenas ganhando a confiança das pessoas. É o início de seu modus operanti. Depois de ganhar a confiança de todos, os Mários passam para a segunda parte do seu plano maligno: são alçados a condição membros de Ministérios de Música.
É nesta etapa que os Mários começam a dominar o Mundo. Mas, deve se ressaltar, os Mários são espertos. Para não dar nenhum vacilo ou pista de seus audaciosos planos, os Mários normalmente se disfarçam em três tipos de pessoas: inofensivos baixinhos afrodescendentes, corcundas europeus ou carolas virgens enrugadas com instintos lascivos super desenvolvidos. Normalmente, o terceiro disfarce é o mais utilizado.
Vamos voltar ao desmascaramento do plano maquiavélico dos Mários. Ao conseguirem uma condição de cantores dos Ministérios de Música da vida, eles introjetam na mente das pessoas, mensagens subliminares conclamando à servidão universal a partir de cantorias de quinta categoria por vozes roucas e, principalmente, pela técnica exclusiva do multi tom: o seja – os Mários são os únicos que conseguem cantar uma música em múltiplos tons. Vão de Dó a Dó sem dó nem piedade (que trocadilho de quinta categoria, pior que o do Mário!) Mas não se engane! Os pueris sugerem uma simples falta de habilidade musical. Os mais atentos, percebem que as ondas magnéticas se entrojetam na mente humana justamente a partir dessa "falha" musical. Cada tom é uma mensagem subliminar diferente, não se engane. Lembre-se das aulas de física. Notas musicais são ondas. Cada tom detém freqüência diferente. Lógico: ao cantar em freqüências diferenciadas, maior a amplitude das mensagens magnéticas que podem ser introduzidas no inconsciente coletivo.
Uma outra estratégia dos Mários é cantar os hinos cristãos com erros gritantes de português, em bom e velho Lulalês. Sem qualquer concordância nominal, verbal, flexão de gênero ou de número. Mais uma vez: os pueris sugerem pura ignorância por parte dos Mários. Os mais atentos, uma forma de emburrar o povo. Eis aí a grande estratégia dos Mários. Sem conhecimento gramatical, fica mais fácil a dominação do povo e, consequentemente, do mundo. Nesse estágio, a assembléia cristã já está completamente domada pelas articulações dos Mários, sempre considerados bonzinhos e inofensivos.
Mas os Mários não detém estratégias mirabolantes apenas para os mais humildes. A classe dominante em toda a Igreja também é vencida por essa espécie a partir das rodas de pagode, jogos de futebol, baby chás e ciclo de orações promovidos pelos Mários e, principalmente, pelas piadas contadas pelos Mários. Sim!!! As piadas contadas pelos Mários, em sua maioria, têm duplo sentido, transformam as pessoas em verdadeiros seres compulsivos por sexo, chegando ao ponto das vítimas terem relações sexuais com seres irracionais ou, até mesmo, com revistas de baixo calão, tipo Veja ou Isto É.
Sim, cuidado com os Mários! Se você conhece um Mário em sua Igreja, cuidado com ele. Identifique-o, denuncie-o... Eles querem dominar o mundo!!!
Escrito por Wilson Lima às 15h56
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Dá-lhe repórter...
Bem, em tempos de término de correção de monografia, as postagens serão assim, tipo bolsa de estágio em Fundações de Amparo a Pesquisa em todo o Brasil. Mas, como escrever é um vício e, como tal, é necessário, sabe, você entende, aquele baseado, diário... Então, mãos a obra... Aliás, falando em baseado, lembrei agora de uma cena de um daqueles programas policias de todo o Brasil. Em Fortaleza, um colega repórter estava cobrindo um atropelamento de uma idosa e eis que...
- Senhora, qual é o seu nome?
Ela, estirada no chão...
- Ahhhhhhhhhhhh.... - Mas senhora, como aconteceu o acidente?? - Ahhhhh, dóiiiii muitooooooo... - A senhora viu quem fez isso? - Ahhhhh, quê???? - A senhora viu quem fez isso? - Ahhhh, socorroooooo!!! - Anotou a placa do carro, como ele era, um Gol, um Pálio, um caminhão?? - Tá doendo... Ahhhhhhh - Mas, a senhora estava vindo de onde? De casa, do trabalho? - Ahhhhh... - É senhores telespectadores, vejam que a senhora não quer falar. Ela está ali, estirada no chão, mas não quer falar. Obrigado a todos e até amanhã com o próximo programa!!!
Escrito por Wilson Lima às 06h46
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Diga não às drogas (adaptação)
Tudo bem, não é politicamente correto pegar um texto de um gênio e transformá-lo. Mas como ele foi produzido na minha época de cursinho (há aproximadamente seis anos), vou aproveitar o momento em que Luís Fernando Veríssimo completa 70 anos, nesta terça-feira (26), para dar um "cntl + c"; "cntl + v" em um texto clássico do mestre, mas com uma certa atualização, como minha forma de homenagem. Vale a ressalva, apenas os personagens foram modificados. A construção, o contexto e a estrutura textual é do mestre Veríssimo. Em tempo: parece que o Marafolia vai ser mesmo realizado...
DIGA NÃO ÀS DROGAS!
Tudo começou quando eu tinha uns 14 anos e um amigo chegou com aquele papo de "experimenta, depois, quando você quiser, e só parar..." e eu fui na dele. Primeiro ele me ofereceu coisa leve, disse que era de "raiz", "da terra", que não fazia mal, e me deu um inofensivo disco do "Lairton e Seus Teclados" e em seguida um do "Caribiam Hits". Achei legal, coisa bem maranhense; mas a parada foi ficando mais pesada, o consumo cada vez mais freqüente, comecei a chamar minha namorada de "Morando do Nordeste" e acabei comprando pela primeira vez.
Lembro que cheguei na loja Aki-Discos e pedi: "me dá um CD do Lariton". Era o princípio de tudo! Logo resolvi experimentar algo diferente e ele (meu amigo) me ofereceu um CD de Axé. Ele dizia que era para relaxar; sabe, coisa leve...
"Babado novo", "Tchakabum", "Psirico", etc. Com o tempo, meu amigo foi oferecendo coisas piores: uma coletânia dos sucessos do "É o Tchan" e "Companhia do Pagode", um DVD inédito do "Asa de Águia" e, pasmem... Um Cd da coleção Milenium de "Luís Caldas". Após o uso contínuo eu já não queria mais saber de coisas leves, eu queria algo mais pesado, mais desafiador.
Então, meu "amigo" me deu o que eu queria, um Cd do "Harmonia do Samba". Foi o máximo. Expressões como "quebradeira, deira, deira, deira, deira, deira, deira", entre outras, passaram a ser o centro da minha vida, minha razão de existir. Eu pensava por ela, respirava por ela, vivia por ela! Mas, depois de muito tempo de consumo, a droga perde efeito, e você começa a querer cada vez mais, mais, mais...
Comecei a freqüentar o submundo e correr atrás das paradas. Foi a partir daí que começou a minha decadência. Fui ao "3 Amores Gigante" – um mega-show entre Limão com Mel, Brucelose e Magníficos. Confesso e não contem nada para ninguém: até comprei a Caras que tinha a "Coelhinha" do Saia Rodada na capa e passei a grita incessantemente: "quero comer o seu coelhinho...".
Quando dei por mim, já estava com o cabelo pintado de loiro. Meus pés viviam cheio de calos por conta das sessões ininterruptas de forró a fio. Cinco, seis até sete horas dançando.
Não deu outra: virei dançarino de uma banda de forró. Pior: calipso (sinceramente, até nos meus momentos mais tristes, não conseguia diferenciar uma coisa da outra...). Enquanto vários outros viciados cantavam uma "música" que não dizia nada, eu e mais 12 infelizes dançávamos alguns passinhos ensaiados, sorríamos e fazíamos sinais combinados. As meninas, por sinal, jogavam o cabelo para baixo e gritavam "alguém me segure..."
Lembro-me de um dia quando pedi para um camelô e pedi a coletânea da "Banda Reprise". Foi terrível!! Eu já não pensava mais!!! Meu senso critico havia sido dissolvido pelas rimas "miseráveis" e letras pouco arrojadas. Meu cérebro estava travado, não pensava em mais nada – apenas na bendita "lapada na rachada"... independentemente do local ou da situação.
Cheguei ao fundo do poço, no limiar da condição humana, quando comecei a escutar "Popozudas", "Bondes", "Tigrões", "Motinhas" e "Tapinhas". Tati Quebra Barraco virou minha musa. Comecei a ter delírios, a dizer coisas sem sentido. Quando saía à noite para as festas pedia tapas na cara e fazia gestos obscenos. Fui cercado por outros drogados, usuários das drogas mais estranhas; uns nobres queriam me mostrar o "caminho das pedras", outros extremistas preferiam o "caminho dos templos". Minha fraqueza era tanta que estive próximo de sucumbir aos radicais e ser dominado pela droga mais poderosa do mercado: a droga limpa.
Hoje estou internado em uma clínica. Meus verdadeiros amigos fizeram a única coisa que poderiam ter feito por mim. Meu tratamento está sendo muito duro: doses cavalares de Rock, MPB, Progressivo e Blues. Mas o meu médico falou que é possível que tenham que recorrer ao Jazz e até mesmo a Mozart e Bach.
Queria aproveitar a oportunidade e aconselhar as pessoas a não se entregarem a esse tipo de droga. Os traficantes só pensam no dinheiro. Eles não se preocupam com a sua saúde, por isso tapam sua visão para as coisas boas e te oferecem drogas. Se você não reagir, vai acabar drogado: alienado, inculto, manobrável, consumível, descartável e distante; vai perder as referencias e definhar mentalmente.
Em vez de encher a cabeça com porcaria, pratique esportes e, na dúvida, se não puder distinguir o que é droga ou não, faça o seguinte: não ligue a TV no Domingo à tarde; não escute nada que venha de Goiânia ou do interior de São Paulo; não entre em carros com adesivos "Fui ..." ou "É fusca, mas tá pago"
Se te oferecerem um CD, procure saber se o suspeito foi ao programa da Hebe ou se apareceu no programa do Gugu ou no Sabadão do Gilberto Barros. Mulheres gritando histericamente é outro indício; não compre nenhum CD que tenha mais de seis pessoas na capa; não vá a shows em que os suspeitos façam gestos ensaiados; não compre nenhum CD que a capa tenha nuvens ao fundo; não compre qualquer CD que tenha vendido mais de um milhão de cópias no Brasil; e não escute nada que o autor não consiga uma concordância verbal mínima ou ainda, nada que tenha sido sucesso no Ceará. Mas, principalmente, duvide de tudo e de todos. A vida e bela! Eu sei que você consegue! Diga não às drogas!
Escrito por Wilson Lima às 07h55
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Só para atualizar...
Essa coisa de blog com atualização diária tem dessas coisas não? Obs: putz, coisa tem coisa... Mas, no fundo é verdade, o termo “coisa” já se tornou universal. Trata do nada e do tudo ao mesmo tempo. Americano não entenderia, espanhol não entenderia, nem chinês conseguiria entender a pluralidade semântica da coisa no vocabulário tupiniquim. Verbo, adjetivo e até interjeição. Sim, a coisa é útil. O dicionário Houaiss confirma “qualquer ser; ser inanimado; objeto, item; ato, evento, assunto...”. Sim, a coisa deve ser mais utilizada no nosso cotidiano. Sou adepto do coisa... Sim, do coisa para evitar duplas interpretações.
Enfim, voltando à questão do blog, às vezes você não tem assunto. Amanhece com pouca inspiração, não tem nada para dizer, mas, mesmo assim, vai “atualizar” o trem... Sim, assim como O ou A “coisa”, a atualização de um blog por atualizar tem função social parecida com a semântica da ou do "coisa".
No momento em que você atualiza um blog sem ter nada para dizer, você, na melhor das hipóteses, está dando uma satisfação aos seus leitores. “Olha, não é que estou sem tempo ou preguiça de atualizar, mas, como não tenho nada para escrever, estou somente atualizando”. Um serviço, sem serviço ou melhor, um quase desserviço. Ou seja, estamos dando a real conotação para o nada... Ou dando a conotação real do ócio quase criativo.
Mas, voltando ao ponto inicial, estou apenas atualizando o blog. Estou sem tempo para atualizar, meu computador deu problema, estou usando o do trabalho, meu chefe está me olhando com cara de "vá trabalhar vagabundo", enfim, até amanhã com novas histórias e prometo que volto a escrever. Mas não esqueci de você não leitor, estou tendo apenas uns pequenos problemas. Até amanhã... Ao meu jeito, mas apenas atualizando o blog...
Escrito por Wilson Lima às 06h44
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O último romântico
O nervosismo estampado nas folhas de talão de cheque estragadas de Paulo dava a dimensão exata da importância daquele dia. Um dia decisivo, fatal, único... O dia final, da tragédia, do suicídio, do apocalipse ou quem sabe, na melhor das hipóteses, na melhor das hipóteses mesmo... Da sua felicidade.
- Sim, vai ser hoje... Por que hoje? Sim, será hoje... Meu Deus é hoje!
Sim... Paulo iria pedir a mão de Marlene em casamento. Nunca esteve tão nervoso. Sim, não, talvez... (um parênteses - a dúvida é dele, não a minha. Melhor, acredito que seja de ambos. Quer dizer, só dele! Meu amor, já disse, que a dúvida é dele, fique calma... Depois a gente conversa... Mas a dúvida é dele! Só dele... abaixe esse rolo de macarrão, pelo amor de Deus!). A importância da data, do compromisso, da loucura que ele iria cometer naquele momento. A tensão da defesa da monografia, da prova final de matemática na oitava série, a tensão da primeira vacina e da final da Copa do Mundo de 94... Nada, nada se compara à dramaticidade daquele momento...
Paulo nunca tinha tocado no assunto com Marlene, mas estava tudo pronto. Era irritantemente metódico, perfeccionista e politicamente correto. Vivia com uma camiseta de Che Guevara e socializava 25% do salário para a Igreja Adventista do seu bairro e outros 25% para dois pobres vagabundos consumidores de maconha que residem sob a ponte José Sarney. Paulo tinha preparado tudo: as alianças, o padre, o bufê e até a cara de pau bandida dos homens apaixonados. Perfeito se não fosse por um detalhe: um terror chamado Marlene. Eram três anos de relacionamento. Três anos de relatórios diários; três anos de investigações na carteira e aparelho celular; três anos de fidelidade canina; três anos de concordância serviçal. E o pior de tudo: três anos de neuras e insegurança. Dele, Paulo é lógico!
Era uma noite de domingo e Paulo queria fazer daquele dia, uma data especial. Mas, entretanto, contudo, todavia, e outras conjunções adversativas que você de fato só aprende a usar quando se tem mais de 21 anos e ou quando passa por situações poligâmicas de grandes proporções, Paulo pensou nas possibilidades. Nunca tinha chamado Marlene para sair naquelas circunstâncias. Além disso, um dia antes, Paulo esteve em um retiro com dezenas de pessoas da igreja. Entre orações e tentações circunstanciais, preferiu a Bíblia. Mesmo assim...
- Ela é ciumenta... Ela vai imaginar coisas que não deve... Vai pensar que antecipei a despedida de solteiro. Que tenho um caso, que tenho outra mulher, sei lá... Será que ela gostar? Não sei... Como vou fazer um pedido desse? A levo em uma pizzaria e entrego a aliança? Não, ela vai imaginar que quero uma mulher para serviços do lar. Sim, ela vai associar a pizzaria a cozinha. Sei disso, conheço. Já sei! Chocolate em casa! Não, não... Ela já tem algumas espinhas e isso vai ser uma ofensa para ela. Já estou imaginando. “Paulo, você quer me deixar feia e gorda?”. Não, melhor não... Já sei... Um passeio de carro por Copacabana. Putz, coisa de adolescente pobre, não é? Imagine... Eu, pedir Marlene em casamento em um passeio por Copacabana... Não, não, não... Infantil demais... Pelo amor de Deus. Flores! É... Flores... Sempre mandei, ela sempre gostou... Piegas demais. Meu pai não pediu a minha mãe em casamento com flores. Foi na lata, na cara, na coragem, no sapatinho... Não, melhor não...
Uns 10 segundos depois...
- Que dificuldade... Casar para quê? Ser feliz, juntar tudo, brigar, ter filhos, ver ela gorda, caída, velha, tosca, ignorante, mandado, eu preso, sem liberdade... Caramba! Esquece... Pensando bem... Vou vender essa aliança amanhã mesmo. Ela não desconfia, eu não tenho problemas e tudo fica na paz do senhor.
Isso comprova que Paulo era irritantemente metódico, perfeccionista e politicamente correto.
Escrito por Wilson Lima às 20h57
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Apenas uma questão de nome e família
Em uma qualquer rua do São Francisco, em um domingo qualquer por volta de um meio dia qualquer...
- Fórbyson Kradswall... (com som de “v” mesmo) - Oi...! - Vem cumer arroz com bóbra... - Ah... Arroz com bóbora não! Num tinha coisa melhor não? Tipo carne de sol com farinha ou quisuco com pão? - Não reclama cão... Chama teus irmão aí - Fórybson Kradswell e Fórbyson Kradswem... (também com som de “v”) - Xiii... Complicou... Eles estão do outro lado da rua... - Com quem? - Com Wélbson, Úlbison e Ílbson... - Ah tá, os filhos do tio Wellintu?? - Sim mamãe, do tio Helinton, irmão do tio Jhonathan... - Sim, Kradwall, tudo bem, sei quem são os dois... Mas teu arroz com bóbra tá esfrirando... - Tudo bem, já tou indo. Ei... Posso chamar dois amigos meus para almoçar com a gente? - Tudo bem, Krads, mas quem? - Jeffreson José, Wellinson Maria e Carlio Robertho... - Hum... Os filhos de Joanilton e de Marilsiana?? - Não mãe, é Marilanha... - Marilanha, Marislana, sei lá... Não é aquela que mora na rua do seu Atuno e da Escabina...?? - Sim, mamãe, seu Atuno e dona Escabina... A propósito, a senhora sabia que eles tiveram um filho há pouco tempo? - Foi é... - Foi! Uma menina. Nasceu há dois meses... - Me conta, qual o nome da menina...?? - Mãe, a dona Marilanha tava me contando que o nome da menina é Atubina. Os pais misturaram os nomes, legal, né??? - Ah, mas que coisa, esse povo gosta de colocar nome estranho em todo mundo, né filho? - Realmente mainha, por que será? - Sinceramente não sei, mas seu arroz com bóbra tá esfriando. - Tudo bem, não tem coisa melhor... - Hoje não... Mas te contenta...
Krads, sem que a mãe saiba, reflete...
- Para que tem um nome como esse, arroz com bóbora é fichinha...!
Escrito por Wilson Lima às 19h05
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Uma possível resenha de filme pornô
Texto em homenagem aos críticos de filmes cult, que insistem em resenhas de filmes que ninguém assiste e, conseqüentemente, ninguém lê. Se bem que, vamos combinar, tem que ter talento para se fazer resenha desse tipo de filme. E, como eu não tenho coeficiente cognitivo para tal... Bom final de semana e até segunda-feira. Por favor, domingo eu quero folga... Resenha sugerida por Wlívio Ricardo, da TV Mirante.
Resenha de filme pornô – a noiva infiel, Márcia Imperator
Este filme é duro, chocante, cruel. Duro por motivos óbvios e não queiram que eu explique mais do que isso. Chocante porque trata de uma realidade de muitos casais brasileiros, muito embora, ainda tenha a tenra ilusão de que seja apenas uma ficção e cruel também por motivos óbvios. Principalmente pelos diálogos, cerca de 80% deles, baseados em expressões monossilábicas.
Em comparação com outros filmes de sacanagem, Márcia Imperator consegue, sem dúvida, extrair uma atuação interessante (nota do autor: eu me nego a dizer que ela “atua”, acredito mais na tese da “extração teatral”... Isso é filme pornô, não é clássico de Pedro Almoldovar) dos outros atores. Ela mesmo é fenomenal ao ter orgasmos rústicos que deixariam o incrível Hulk morrendo de inveja.
De fato, esse é um detalhe das séries de Márcia Imperator: os orgasmos rústicos. Todos os atores e atrizes que contracenam com ela têm essa espécie de dom. Nesse sentido, aplausos para a direção que conseguiu transformar uma característica singular em algo grupal (a característica, não a sacanagem. Esta já é natural do filme).
Destaque também para a indumentária de Márcia. Em todos os filmes, inclusive Noiva Infiel, os trajes alugados de uma loja de roupas de classe de quinta categoria, cujo patrocínio aparece nos créditos e na etiqueta das roupas, que, coitadas, tem apenas cinco minutos de fama em um filme de duas horas, são um charme a parte. Fraques, vestidos de noiva, um luxo pouco visto em produções do gênero. De fato, a indústria da sacanagem evoluiu bastante nos últimos anos. Quem diria que os 50 zillhões de filmes de Scorpion, feitos em beira de piscinas, praias desertas ou na melhor das hipóteses nos motéis da vida, pudessem se transformar nessas super-produções.
Os diálogos... Bem, os diálogos... Atenho-me ao ponto de que o filme não apresenta erros de concordância grosseiros, ou frases sem intercalação ou ligação com as cenas. Todas as interjeições de baixo calão estão de acordo com o momento e o clímax momentâneo. Nenhum gemido é antecipado e as reações dos personagens acompanham os andamentos das cenas. Em suma, em Noiva Infiel, os produtores não pecaram do mal das propagandas de “1406”, Facas Guinsu, Grelhas Eletrônicas, entre outros produtos dos quais não me recordo no momento.
Em suma, Noiva Infiel é um filme para se ver com toda a família sem maiores sustos de ter uma velhinha da novela das oito dizendo que adora Côncavo e o Convexo. Pelo menos o roteiro todo mundo conhece, a interpretação é batida, as tomadas e as cenas idem... Não há surpresa... E o melhor: é menos erótico que as cenas da Ana Paula Arósio em Páginas da Vida.
Escrito por Wilson Lima às 21h17
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Tele-transporte
Existem situações das quais saem teses absolutamente inúteis (se bem que no fundo, o mundo acadêmico vive de algumas, lembrei-me agora de uma pesquisa sobre a disfunção erétil dos ratos e gostaria que algum cientista sério me esclarecesse qual o objetivo de um estudo dessa envergadura). E sem dúvida nenhuma, esses diálogos docemente desvairados surgem nos locais mais inusitados ainda, como ônibus, praças de igrejas, fila do banco ou fila de hospital, enfim. Agora, pior do que o local no qual se está estabelecendo o elo, só a situação.
Certa vez, eu e uma amiga, em um momento que deixaria Stanley Kubric com inveja, ao sairmos de uma maravilhosa aula inexistente sobre... (nota do autor: algo normal para uma UF, ou seja, Universidade Federal, e espero que no dia em que esse artigo seja publicado, algo um pouco distante, tipo uns vinte anos, numa edição póstuma, a cena melhore. Nota II: depois que li “Sexo na Cabeça” de Veríssimo, sempre quis fazer algo parecido. E consegui. Viva!!! Agradeço a todos: mamãe, o Papa e o Pernalonga. Obrigado!), estávamos em um ônibus, lotado, fedorento, Campus, enfrentando um belo engarrafamento, quando surgiu a brilhante inquietação: “como será o sistema de transporte nos próximos anos?”. Não lembro bem de onde a pergunta veio. Lembro apenas da resposta.
- Tele-transporte!!! - O quê? - Sim, Tele-transporte!! Imagine Wilson como seria prático.
Confesso que fiquei extasiado com aquele exercício de imaginação. E de fato, o tele-transporte facilitaria muito a nossa vida. Entretanto, assim como as soluções, os problemas contagiam a tira colo.
Problema número 1: fim das desculpas que envolvem tempo.
- Não fiz a lição de casa por causa do engarrafamento! - Benhê... Não comprei o seu presente do dia dos namorados porquê as lojas estavam fechadas! - Oh, Bebê... Não deu para lhe encontrar porque o carro quebrou. - O pneu furou... e outras.
Pensamento cortado...
- Puxa Wilson! Seria como nos filmes de Jornada nas Estrelas, você aperta um botão e plim..! Você está no seu destino! - Mas meu anjo, vamos aos poucos. Tudo bem, que o tele-transporte funcionaria via processo de organização e desorganização de moléculas, mas isso não seria a fase dois do tele-transporte? - Como assim? - Numa primeira fase, o tele-transporte funcionaria tipo cabinas parecidas com geladeiras. Elas seriam conectadas, através de linha telefônica, umas as outras assim como computadores na Internet fazendo uma rede de geladeiras (ou melhor, cabines). Em cada, haveria um teclado no qual você discaria e a partir do número você chegaria ao local desejado! - Wilson, e em cada geladeira teria uma espécie de capacete que você colocava e a partir daí aconteceria a desintegração molecular! - Boa...
Correto, boa idéia. Contanto não nos esqueçamos de um detalhe: estamos no Brasil. Em função disso, alguns probleminhas certamente irão aparecer. As principais: interferências ou linhas cruzadas. Já pensou eu discar para Brasília e parar em Fortaleza? Ou querer me tele-transportar para os EUA e no final das contas parar no Iraque? Como tele-transporte funcionaria via reintegração de moléculas, pode ser que em uma linha cruzada eu chegue ao meu destino como outra pessoa. Assim como eu poderia ser recomposto com partículas Gianechini (boa...), eu corro o risco de ser reintegrado com a lacraia (ruim...). Fora isso, para se recompor totalmente seria uma verdadeira dor de cabeça. Até hoje não conheço ninguém que encontrou o companheiro de linha cruzada. A não ser que a pessoa do outro lado da linha seja o seu marido ou sua mulher. Pior: não descartaria a possibilidade de ser assaltado ou seqüestrado durante a transmissão de minhas partículas. Mentalize: você surpreendido de cuecas no aparelho tele-transportador de sua namorada pela queridíssima sogra. - O que é isso! - Fui assaltado! - Cafajeste! - É sério...! - E essas marcas de batom no seu pescoço! - Partículas de outra viagem! Nunca as vi antes! - Safado!
Agora não vamos esquecer das tarifas cobradas pelas operadoras de telefonia. Assinatura ou outro sistema de cobrança?
- Olha! De acordo com o contrato você tem apenas uma viagem de ida para a Argentina! - Como? A assinatura não me garante a minha viagem de volta? - Sinto muito!
E talvez o grande problema: você compra um cartão para ir até Santos (local de origem São Paulo), usa um aparelho público de tele-transporte com defeito, daquele que gastam seus créditos mais do que o habitual, e você acaba terminando a sua aventura em Botucatu, ou São José dos Campos... Compra um outro cartão! Você me responde. E se eu retrucar: nosso personagem está sem dinheiro?
E na era do tele-transporte digital via celular ou relógio como essa amiga inicialmente sugeriu. Como seria?
Mais praticidade, obvio. Contudo, a tecnologia proporciona sérias consequências para o meio ao qual está inserida. O sistema, parecido com o que falamos acima, e com funcionamento similar, teria apenas uma diferença. No sistema celular, você poderia escolher qualquer local do mundo. Independente de estação receptora. Bastaria ao aparelho um mapa digital, e você indicaria o destino no próprio aparelho. Ou você poderia simplesmente digitar o endereço no relógio e/ou celular e num passo de mágica, estaria no local desejado.
As mudanças do meio ambiente seriam evidentes. Fim, ou modificação dos flagras na traição caseira, fim do atraso escolar e fim da corrida feminina contra a chuva por causa da chapinha recém feita. - Te peguei! - Meu amor, não é nada disso que você está pensando! - Como não, ele está aí na nossa cama! - Onde? - Ele estava aí! - Meu amor, acho que você está trabalhando demais! - Juro que ele estava aí! No armário, o amante ajusta o relógio tele-transportador para o mais longe dalí.
- Carlos! - Presente! - Elisângela! - Presente! - Herbácio! - Presente! - Juvenilson! Juvenilson! Acho que ele não veio! - Lucas! - Presente - Professor estou aqui! - Juvenilson, você não respondeu! - Mas estava aqui!
- Luciana, chuva! - Ah, não! Cristina vamos para a sua casa! - Mas Luciana, estou sem crédito! - Como assim? - Estou sem crédito, no seu celular-teletransportador não tem? - Não? - Olha uma barraca! - Graças a Deus! - Pensei que ia perder a minha chapinha! - Eu também. Sabia que esse celular ia me deixar na mão um dia!
Agora, sem duvida o maior contratempo do celular-teletransportador chama-se área de abrangência. - Vamos para o rio, paixão! - Poxa! Aqui em Porto Alegre tá tão legal. Olha mas vou ter que te avisar que o meu plano só permite viagens individuais! - Certo! Você vai no seu que eu vou no meu! - Tudo bem!
Dez minutos depois. - Bebê, você está aonde? - Floripa! - Mas o que aconteceu! - Esqueci que meu celular não vai para o Rio! - Porque? - Fora da área de serviço!
Chega ao final da viagem. Me separo dessa minha amiga e eu permaneço com aquelas idéias na cabeça. Chega meu local de desembarque. Paro e ligo para o celular dela. - Alô! - Oi meu anjo! - Saudades? - Muitas! - Sim, alguém morreu? - Não queria te dizer uma coisa! - Qual! - Nós somos psicopatas!!!
Escrito por Wilson Lima às 21h39
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Direção de filme pornográfico
Antes do susto um esclarecimento: não sou diretor, nem me candidato a ser diretor de filme pornô. Primeiro porque não tenho o menor talento para para tal; segundo, não tenho a fama necessária para assumir um cargo de tamanha envergadura. Deixemos isso para Alexandre Frota, Rita Cadilac, Vivi Fernandes, Mateus Carrielli, Grethen, entre outros...
Mas, em um dos papos frutíferos de redação (créditos para Márcio Henrique Sales, repórter de esporte de O Estado do Maranhão e Cezar Scanssette, da editoria de cidade), veio a questão: como será que um diretor pensa, em digamos, uma cena de filme de sacanagem...? No mínimo deve ser algo parecido com o que fazem alguns flanelinhas nos estacionamentos do Brasil.
- Sim, sim, sim... vai pra frente, pra trás, pra frente, dá uma ré... desfaz, desfaz, desfaz, desfaz, desfaz aí chefia.
Em horas de pouco ânimo... - Ei meu filho, levanta a moral aí...
No caso das meninas... - Filha fica no meio... - Filha, dá um saltinho... pra frente, pra trás, pra frente, pra trás, isso... Boa... Muito boa, gostosa... (peraí, vamos manter o nível do blog, pelo amor de Deus).
Isso é apenas o básico, agora fico imaginando como deve ser um papo prévio entre diretor e comandados. Detalhe: linguagem Kamasutrística, ou matemática... Sim, quem disse que ator de filme pornô não pensa...
- O seguinte: pra começar um "51" + "18". Depois um cachorro pequeno, dupla perna, canguru, duplo twist carpado e fecha com Cat Ball invertido... Alguma dúvida??
Enfim, por mais que digam o contrário, pornografia tem uma certa cultura. Diretores de filme de sacanagem, parabéns... Aguentar essa dureza diária, só vocês mesmo...
Escrito por Wilson Lima às 06h15
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Sobre desenhos e seriados...
Não sou tão velho quanto se pensa, mas ao observar um amigo meu vasculhando um site chamado intantv.com.br, percebi como o tempo passa rápido e, de certa forma, é implacável. Na página, o cara me diz que o dublador de Rock morreu há quase 10 anos; Cavaleiros do Zodíaco começou a ser exibido há 11, Jeannie é um gênio, passava há 20, Thundercats indem e o pior... eu me lembro de tudo isso.
Ao perceber como o tempo passa, você fica se perguntando o que deveria ter feito, o que poderia ser melhor e o que poderia ser melhorado?? Principalmente, no caso dos virginianos perfeccionistas como eu. Tudo bem, não posso me cobrar tanto, até porque, a minha vida só começa a ter rendimento financeiro e profissional a partir dos 18, mas de qualquer forma, ainda tenho a sensação que tenho poucas histórias para contar. Se bem que, por um lado, até que não é uma má idéia essa falta de recordações extraordinárias.
Mas é justamente a partir desse tipo de constatação que você começa a comparar a sua geração com a atual. Ou, usando uma linguagem fórmulaunística, a geração Schumacher com a geração Fernando Alonso. Lembro que quando era muleque, as brincadeiras construtivas eram andar de bicicleta e jogar pedras nos amigos. Algo de fato carinhoso. Hoje, a maior pedrada que uma criança pode dar na outra é uma "controlada" de Playstation 2, na cabeça do outro. Nada contra a Sony, mas a implementação dos video-games fez com que a criançada perdesse um pouco da inocência de outrora. Puts, outrora me lembra Genival Santos, lembram? Tudo bem, a minha discoteca ou cdteca tem dessas coisas. É brega, mas ainda tinha qualidade.
E de fato tinha: é só comparar. Será que Kelly Key seria censurada pela ditadura se cantasse "baba baby"? Acredito que não. Por isso que honro a poesia de Odair José com "Pare de tomar a pílula". Sim, pare de tomar a pílula foi censurada porque não icentivada a reprodução durante o regime. Se bem que, olhando por esse ponto, será que "lapada na rachada" iria ser censurada pelos militares? Sinceramente não sei. Mas o fato é que, infelizmente, o mundo tem morrido nos últimos anos. A infância morreu, os desenhos morreram e até a música brega não é mais a mesma. Pensando bem, acho melhor colocar a "padricinha para dançar"...
Escrito por Wilson Lima às 14h01
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